segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Avião que derrapou na pista em Ribeirão Preto estava ‘em dia’, afirma empresa

Laudo sobre o acidente deve sair em até 180 dias, afirma órgão responsável da Aeronáutica


O laudo técnico com as causas do acidente envolvendo o avião da Passaredo Linhas Aéreas, que derrapou na pista e foi parar no gramado do Aeroporto Leite Lopes, neste sábado (1), deverá sair em 180 dias.

O acidente, que ocorreu às 16h50, provocou o cancelamento de quatro voos e manteve o aeroporto fechado, segundo o Daesp, até pouco antes das 21h. A aeronave vinha de Maceió (AL) e ficou a 15 metros da pista depois da derrapagem. Chovia na hora do acidente.

A assessoria de imprensa da Passaredo informou que a empresa não vai se pronunciar ou divulgar os nomes dos dois comandantes que estavam na cabine, até que saia o laudo. Segundo a assessoria, a aeronave era sempre revisada e estava em condições perfeitas, tendo sido vistoriada e liberada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, os trabalhos de investigação estão a cargo do 4º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 4), órgão subordinado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), do Ministério da Defesa.

O tenente Nishimori, do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, afirmou que a investigação do acidente está em estágio inicial. "Nestes casos, a Aeronáutica não aponta culpados, apenas detecta quais foram os fatores contribuintes da ocorrência."

Nishimori também admitiu que não existe linha de investigação definida.

Condições

O Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) afirmou que a pista do Leite Lopes tem sistema de drenagem para evitar água acumulada.

Por outro lado, o aeroporto não tem um sistema de aproximação por instrumentos chamado ILS (sigla de Instrument Landing System), que dá uma orientação precisa ao avião que esteja pousando baseado na transmissão de sinais de rádio que são recebidos, processados e apresentados nos instrumentos de bordo.

Em 98, acidente matou duas pessoas

O mais trágico acidente aéreo, na história do Leite Lopes, foi registrado em 1998 e matou duas pessoas. Um Learjet em treinamento, com dois tripulantes e um aluno, caiu durante uma tentativa de arremetida - procedimento adotado pelo piloto para ganhar altitude novamente após um pouso defeituoso ou quando se percebe situação de perigo logo ao tocar na pista.

O aparelho vinha de Franca, onde os ocupantes tinham feito uma arremetida perfeita. Mas, em Ribeirão, a operação foi malsucedida. O aluno, ao tocar o chão, perdeu o controle do avião, que atingiu um caminhão, estacionado ao longo da pista, na cerca do aeroporto. Na batida, o caminhoneiro que presenciava o pouso morreu. O avião caiu em seguida e pegou fogo, matando um tripulante.

Fonte: Vítor Ogawa (jornalacidade.com.br) - Foto: Milena Aurea

Piloto morre em queda de avião em Santa Catarina


Aeronave caiu a cerca de 350 metros da pista de pouso, em Corupá.


Peritos vão analisar destroços para determinar as causas do acidente.


O avião de pequeno porte Piper PA-25-260, prefixo PT-DJS, caiu perto da pista de um aeroporto agrícola em Corupá (SC), na manhã desta segunda-feira (3). O piloto, de 38 anos, morreu no local.

Rudival Moreira da Silva Júnior decolou por volta das 9h30min desta segunda-feira. O monotor estava carregado com 300 litros de óleo mineral que seria pulverizado na plantação. O avião de pequeno porte caiu a 800 metros da cabeceira da pista do aeroporto agrícola do município.

Segundo o corpo de Bombeiros, a aeronave era usada na fumigação de lavouras. O avião caiu a cerca de 350 metros da lateral da pista de pouso, mas não chegou a explodir.

O corpo do piloto foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Jaraguá do Sul (SC). Peritos também vão analisar os destroços da aeronave para que as causas do acidente sejam determinadas.

Rudival tinha 15 anos de profissão e teria dois voos programados para realizar nesta segunda-feira.

Fontes: Zero Hora / G1 - Fotos: Lucio Sassi/A Notícia/Ag.RBS

A importância de mudar o passo da hélic

  • IMPORTANCIA DA MUDANÇA DO PASSO:
    O Passo da Helice, tambem chamado de angulo da pá, deve ser aumentado ou diminuido de acordo com as condições de vôo.
    A mudança de passo tem grande importacia no vôo pq com o aumento ou diminuição do passo, aumentamos ou diminuimos a rotação do motor. A rotação do motor deve ser modificada em cada condição de vôo (Decolagem, subida e descida) para obter melhores resultados e evitar problemas, como perda de eficiencia e alto consumo de combustivel. (OBS.: ver as consequencias abaixo).
    Alem disso caso o piloto mude de uma condição de vôo para outra (EX: cruzeiro > descida ) sem alterar a manete de potencia do avião, o responsavel pela velocidade constante no motor é a mudança do Passo. Quem controla a mudança no passo é o ´´Governador de Helice“
    O passo da Helice é mudado pelo piloto. Em algumas aeronaves, principalmente Turboelices, o passo é mudado automaticamente.

    1) PASSO MINIMO PARA DECOLAGEM:

    Com o Passo Minimo (Angulo de Ataque da Helice no minimo) – a Helice fica com o minimo de ´´Efeito cata-vento“…fica menos torcida. Com isso as pas da Helice manipulam menor quantidade de ar por cada rotação. Essa menor massa de ar na helice (Carga + leve) permite ao motor girar em alta Rotação, produzindo assim maior TRAÇÂO na aeronave . Quando a aeronave se encontra no solo, ela necessita de uma maior potencia e tração, por este motivo usamos Passo minimo na decolagem. (Rotação do motor é aumenta)

    2) AUMENTAMOS O PASSO A MEDIDA QUE SUBIMOS PARA CRUZEIRO:

    A Medida que a aeronave sobe para altitude de Cruzeiro, o angulo da pa é Aumentado, ja que a tração passa a ser menor do que a requerida na decolagem. Aumentando o passo (Angulo da pa), a massa de ar manipulada é aumentada, causando assim um esforço no motor e como consequencia diminuindo a rotação do motor. O aumento do passo é feito justamente para não causar uma sobrecarga no motor (aumento da rotação) e um aumento de gasolina.

    3) PASSO MAXIMO EM CRUZEIRO:

    O passo Maximo é usado em cruzeiro por que quando estamos em Cruzeiro, estamos em vôo nivelado ( não estamos subindo ), o que não exige muita potencia do motor (RPM).
    Aumentando o Passo, maior massa de ar é manipulada pela pa da helice, o que aumenta o esforço sobre o motor. Com uma mesma potencia, a tendencia da Rotação do motor é diminuir (RPM).

    4) PASSO MAXIMO NA DESCIDA (MERGULHO):

    O Passo maximo é utilizado quando a aeronave esta descendo (mergulho) pq aumentando o angulo da pá, maior quantidade de ar é manejada sobre a pá da helice, evitando assim uma sobrevelocidade (sobrecarregamento do motor).

    5) PQ USAR PASSO MAXIMO EM CRUZEIRO AO INVÉS DE PASSO MINIMO:

    - Em cruzeiro o avião esta nivelado e ja não exije muita potencia do motor (exije menos potencia do que na subida e na decolagem). Com o passo minimo, a helice do motor começaria a girar em alta velocidade. Isso pq a Helice com menor passo (angulo) esta menos torcida, permitindo a helice manipular menor quantidade de ar nas pás por cada rotação e consequentemente exercendo uma carga mais leve no motor, o que levaria o mesmo a girar em alta rotação.

    6) CONSEQUENCIA DO USO PASSO MINIMO EM CRUZEIRO:

    - O limite de rotação do motor (RPM) pode ser excedido, desgastando motor mais rapidamente.
    - Maior Gasto de combustivel
    - Em Helices Eletricas, poderia ocorrer o DISPARO DE HELICE.
    - O Aumento excecivo na ponta da pá, quando chega proximo a velocidade do som, causa ´´FLUTUAÇÔES“(Vibrações) que diminuem a eficiencia da helice.

    7) PQ USAR PASSO MINIMO PARA DECOLAGEM AO INVÉS DE PASSO MAXIMO:

    - Caso utilizamos o passo maximo para decolagem, a helice manipulará grande quantidade de ar, forçando assim o motor, que diminuirá a quantidade de rotação do motor. DIMINUINDO A ROTAÇÃO DO MOTOR, A TRAÇÃO É REDUZIDA E A PISTA PODERÁ SER INSUFICIENTE PARA LEVANTAR VÔO.

    RESUMO:

    Aumento do Passo = Maior massa de ar maneijada na rotação da helice = Diminui o RPM
    Diminuição do Passo = Menor massa de ar maneijada na rotação da helice = Aumenta o RPM

    Passo Minimo = Usado na decolage
    Passo Maximo = Usado em cruzeiro
    Passo Maximo = Usado em Mergulho (descida)

    * A medida que subimos, aumentamos o passo ate chegar no passo maximo em Cruzeiro.

    Tipos de Helice

    Helice de Passo Fixo
    Helice de Passo Ajustavel
    Helice de Passo Variavel – Manual
    Helice de Passo Variavel – Automatica (tambem conhecida como ´´Passo Controlavel“ ou ´´Velocidade constante“

domingo, 2 de janeiro de 2011

Iluminação de Aeronaves


Outro dia um piloto conversava com outro na freqüência sobre iluminação das aeronaves e notei que o assunto rolava mal e resolvi escrever sobre este assunto simples porém que traz duvidas aos pilotos e leigos.

Luz vermelha na ponta da asa esquerda. Luz de navegação, localizada sempre na ponta da asa esquerda indica o lado esquerdo da aeronave, lado do coração e do sangue do homem simbolizando a saudade de casa. Os navegadores chamam este lado dos barcos de bombordo porque nas grandes navegações aos descerem o oceano Atlântico a sua segurança estava à esquerda que era a costa Africana uma vez que sua navegação era costeira.

Luz verde na ponta da asa direita. Luz de navegação, localizada sempre na ponta da asa direita indica o lado direito da aeronave, lado e cor que simboliza a esperança. Os navegadores chamam este lado dos barcos de estibordo porque nas grandes navegações aos descerem o oceano Atlântico a sua esperança estava à direita que era a imensidão do oceano desconhecido.

Luz branca. Luz de navegação, localizada nas pontas das asas logo atrás das luzes de navegação, algumas aeronaves tem esta luz no cone de cauda logo abaixo do leme.

Conceito Prático: Aeronave avistada com verde na esquerda e vermelho na direita. Aeronave em aproximação.
Aeronave avistada com vermelho na esquerda e verde na direita. Aeronave em afastamento.
Aeronave avistada com vermelho na esquerda e verde na direita e branca no centro Aeronave em afastamento.
Utilização luzes de Navegação: Sempre ligadas inclusive nos portões de embarque e desembarque.

Curiosidade o balizamento dos canais de navegação marítima também obedecem este padrão.

Luzes Estroboscópicas. Localizadas nas pontas das asas, tem como única finalidade de aumentar a visibilidade da aeronave para observadores externos. Luz de alta intensidade semelhante a flash de máquinas fotográficas. Liga-se no ingresso na pista e desliga-se após pouso na saída da pista.

Logo lights. Luzes para iluminação da marca da Cia geralmente localizadas junto ao estabilizador vertical. Normalmente mantida ligada á noite abaixo de FL 100.
Luzes Anti-colisão ou beacon. Cor vermelha localizada na barriga e sobre o corpo da aeronave tem função Anti-colisão piscante ou girante. Atualmente é indicativo de iminência de movimento, acionada antes do Pushback ou do starter de motores e desligada no corte.

Luzes Faróis. Farol de Taxi acionado no inicio do taxi. Farol de decolagem acionado na pista no alinhamento. Farol de bordo ataque da asa acionado para visualizar o bordo principalmente para visualizar formações de gelo.

Essa matéria foi escrita pelo Cmte4*

Reportagem - Serie Emprego com o tema Piloto de Avião



Video muito interessante sobre a profissão de piloto de avião explicando as etapas para a formação e etc...

Tutorial 737-300 WILCO






Tutorial muito bom sobre o 733 da Wilco!