quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mais um video de minha autoria.

Acidente de avião em Honduras deixa 14 mortos

Catorze pessoas morreram nesta segunda-feira (14) em um acidente de avião próximo à cidade de Tegucigalpa, em Honduras, disseram autoridades e equipes de resgate.

O avião Let L-410UVP-E20, prefixo HR-AUQ, operado pela Central American Airways - CAA, caiu em Las Mesitas, cerca de 20 quilômetros ao norte de Tegucigalpa, enquanto sobrevoava uma zona de pouca visibilidade e o piloto tentava aterrissar, disse o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Oscar Triminio.

A pequena aeronave, que cobria um voo regular (731) entre a cidade de San Pedro, no norte do país, e a capital hondurenha, transportava 11 hondurenhos e três norte-americanos, segundo as autoridades.

"A última informação que tivemos é que o piloto estava em uma zona de pouca visibilidade quando estava tentando aproximar-se da pista", disse Francisco Pacheco, gerente da companhia aérea Central American Airways.

Os ocupantes:

Tripulação:

1. Capitão Oscar Anderson
2. Capitão Eduardo Pach

Lista de passageiros:

1. Plutarco Molina
2. Peter Jhon
3. Jeams Howar
4. Tom Chuk Klein
5. Joaquín Fernández
6. Leda Cabrera
7. Julio Alvarenga
8. Israel Salinas
9. Carlos Chaín
10. Alejandra Figueroa
11. Rodolfo Rovelo
12. Sara Villacorta

Fontes: Gustavo Palencia (Reuters) via O Globo / ASN / La Tribuna

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Asas: definição, modelos e aplicações. (Parte 3)

Asa com enflechamento negativo: é similar ao tipo flecha, porém, com maiores vantagens: a ponta da asa funciona melhor, dificulta o estol e combina melhor com certos tipos de aviões. Entretanto, ela é pouco usada, porque sua estrutura precisa ser muito rígida. Exemplo: Junkers Ju 287.





Asa em forma de delta: servem, principalmente, para vôos em velocidades supersônicas, pois quando algum corpo excede a velocidade do som, uma onda de choque se forma ao redor desse objeto. Quando, por exemplo, a asa reta é utilizada nesse tipo de vôo, uma parte dela fica "para fora" dessa onda de choque. Conseqüentemente, ela é danificada. Com asas em formas de delta, isso não acontece. Elas ficam inteiramente "dentro" dessa onda de choque e, com isso, permanecem intactas. Quando é usada com canards, eles agem com estabilizadores horizontais.
A versão ogival serve quando o avião tem que decolar com um peso relativamente grande, como acontece com o Concorde e com o Tupolev Tu-144. A versão "dobrada" maximiza o uso em grandes ângulos de ataque e previne (embora não completamente) o estol. Entretanto, quando nós estamos falando de velocidades realmente grandes, o tipo perfeito é a versão "sem cauda", isto é, sem timões ou canards. A principal desvantagem desse tipo de asa é a velocidade de pouco e decolagem. Ela precisa ser bem alta. Exemplo: Concorde.




Asa com geometria variável: (não confundir com asa dobrável) permite baixas velocidades de pouso e decolagem e altas velocidades de vôo (embora não tão altas quando as de aviões que utilizam asas em delta "sem cauda" como o Gotha Go 229). Ela reúne todas as principais características vantajosas das outras asas, sem ter suas desvantagens, pelo menos não permanentemente. Por exemplo, asas com grande poder de sustentação tendem a ter grande coeficientes de arrasto. Com essa asa, isso não é exceção. Entretanto, basta recolher a asa para diminuir esse coeficiente. Exemplo: Dassault Mirage G.






domingo, 13 de fevereiro de 2011

Laser verde ameaça segurança de aviões Luz apontada contra pilotos aumenta risco de acidentes; em 2010 foram 60 casos



A popularização de aparelhos de raio laser portáteis verdes está preocupando as autoridades aeronáuticas do País. No ano passado foram registrados cerca de 60 incidentes em que esses dispositivos, semelhantes aos modelos usados em aulas e palestras - porém com um feixe de alcance e luminosidade bastante superiores -, foram direcionados para aviões prestes a pousar ou logo após a decolagem, colocando em risco a segurança dos voos.

Além de causar cegueira temporária e outros danos à visão dos pilotos, os raios podem distraí-los, aumentando as chances de um acidente. O chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro José Pompeu dos Magalhães Brasil Filho, não descarta que isso possa ser o motivo da queda de uma aeronave.

"A aproximação para pouso e a decolagem são as fases mais críticas de voo. O piloto tem de estar com a atenção totalmente voltada para esses procedimentos, pois qualquer distração coloca em risco aquela operação", afirma o brigadeiro.

Segundo o Cenipa, os delitos foram registrados em 12 aeroportos do País. Na avaliação do órgão, o número de ocorrências, no entanto, é muito maior, pois nem todos os pilotos relatam às autoridades.

No Aeroporto do Galeão, no Rio, já há relatos de passageiros sobre o incidente, embora ainda não haja nenhum registro oficial. Desde novembro do ano passado, quando começou a viajar regularmente para Manaus, o arquiteto Rodrigo Mathias, de 26 anos, conta que já viu três vezes o laser verde sendo apontado para o avião durante decolagens e pousos na capital fluminense.

"Aconteceu à noite, quando o avião não estava voando muito alto. Dá para ver um ponto luminoso verde no chão. Como a pessoa fica manipulando o feixe, quando ele te atinge, ofusca a visão." O passageiro conseguiu identificar a origem dos raios: bairros da zona norte da capital fluminense e municípios da região metropolitana.

A prática é crime e a punição prevista no Código Penal é de detenção de 2 a 5 anos. Em um dos casos ocorridos no ano passado, um piloto avisou imediatamente a torre do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. Uma unidade da polícia foi acionada e enviou um helicóptero, que identificou a origem do laser e informou uma viatura.

Ao chegar ao local, os policiais descobriram que o responsável era uma criança e levaram o pai para a delegacia.

Um alerta de voo emitido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em agosto do ano passado pede que os pilotos redobrem a atenção ao detectar a interferência de raios laser. O Cenipa orienta os tripulantes a relatar os casos e recebe denúncias de passageiros e outras pessoas por meio de seu site (www.cenipa.aer.mil.br), com garantia de anonimato.

Estados Unidos

No último dia 4, o Senado americano aprovou, por 96 votos a 1, a inclusão de uma regra que tornaria crime apontar um laser a aeronaves no espaço aéreo do país. A emenda será incluída na lei de orçamento da Federal Aviation Administration (FAA), órgão americano que regulamenta a aviação civil.

Segundo a agência, 2010 teve 2.836 relatos de laser apontados para aviões, o que representa um aumento de 85% em comparação ao ano anterior (1.527). A evolução dos números aponta uma popularização do laser nos Estados Unidos. Em 2005, foram cerca de 300 incidentes.

Fonte: Glauber Gonçalves (O Estado de S.Paulo) - Imagem: Reprodução

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Top 10: Aeroportos ativos mais bizarros e perigosos do mundo.

Alguns ingredientes transformam determinados aeroportos em verdadeiras armadilhas para os aeronautas: obstáculos ao redor da pista, ventos cruzados, pistas curtas, inclinação, nevoeiro, gelo e neve, etc. Pelo fato das listas que circulam na Internet normalmente incluírem aeroportos desativados recentemente, tomei o cuidado de expurgá-los para deixar somente os que estão efetivamente operando. Caso você tenha uma viagem marcada para algum deles, reze antecipadamente para que no dia da sua chegada os Deuses dos ventos tenham clemência para com a sua alma!

1-Gibraltar: uma avenida que atravessa a pista!!



A cidade de Gibraltar tem o único aeroporto internacional do mundo onde você, depois de aterrissar, pode ir caminhando até o centro da cidade, distante cerca de 500 metros. Mas as comodidades param por aí, porque a turbulência provocada pela formação rochosa a 400 metros da pista provocam sérias sacudidas nos aviões. A bizarrice deste aeroporto fica por conta da pista curta em uma cidade espremida entre montanhas, o que tornou imperativo que uma avenida atravessasse-a, por onde trafegam os veículos normais da cidade nos intervalos entre pousos e decolagens.

2-Funchal, Ilha da Madeira - pista suspensa sem área de escape!



Com a pista ladeada de um lado pelo mar e pelo outro a montanha, a curta pista do aeroporto de Funchal foi encompridada por uma espécie de ponte para atingir o comprimento de 2.700 metros. Tal ponte, que ganhou a menção de uma das obras de engenharia mais notáveis do século XX, tem 180 colunas e 70 metros de altura.

3- Barra, Escócia - o aeroporto mais bizarro do mundo que não tem pista!



A placa avisa textualmente: Aeroporto Barra – Fique fora da faixa de areia quando a biruta estiver funcionando, pois o aeroporto está ativo.

A grande bizarrice deste aeroporto é que ele não tem pista. O outro aeroporto no mundo que tem condições semelhantes está localizado na Ilha Fraser, Austrália. Em virtude da ausência de asfalto e lâmpadas sinalizadoras na pista-praia, quando as condições climáticas pioram, os moradores deixam os faróis acesos ao longo da praia para orientar os pilotos. Uma luz na torre de controle avisa aos transeuntes quando um avião está prestes a chegar para que eles fiquem atentos à biruta e liberem o trecho de praia a ser percorrido pelo avião.


4- Lukla, Nepal - pista inclinada encravada na montanha.




O famoso aeroporto de Katmandu localiza-se a 2.700 metros acima do nível do mar. Como é normal nas regiões montanhosas, ele tem uma pista curta de 527 metros de comprimento por 20 metros de largura e uma inclinação de 11º. Em uma das cabeceiras se eleva um pico de 900 metros, enquanto à outra termina num despenhadeiro. Apesar das condições severas, o aeroporto é extremamente movimentado nas estações de subida ao Monte Everest.

5- Narsarsuaq, Groelândia - pista inclinada fustigada por turbulências.



As condições climáticas da Groelândia, por si só são extremamente severas a maior parte do vento. Poucos pilotos têm condições de pousar lá, uma vez que enfrentam a pista inclinada, sinalização escassa e grande turbulência ocasionada pelo Fiorde localizado num dos lados. Neste artigo do piloto Paulo Pinto ele postou uma foto tirada da cabine durante a aproximação final num pouso em pleno inverno. É ver para crer!


6- Courchevel, França - a pista de pouso com a topografia mais bizarra do mundo!



Esta pista merece o título de mais bizarra do mundo. Além de inclinada em 18,5º, ela é sinuosa. Suas operações se limitam a vôos privados durante a temporada de esqui. Veja os vídeos de pousos e decolagens nesta pista no Youtube para entender o perrengue.

7- Adak, Ilhas Aleutas, Alasca, Estados Unidos - é lá onde nascem os ventos!



A placa do terminal de passageiros de Adak explica o motivo pelo qual este aeroporto figura nesta lista. Nele deveria estar escrito “Welcome to Adak, Alaska Home of the Winds” (Bemvindo ao Alasca, a morada dos ventos). Pelo visto, metade da placa voou longe, daí pode-se entender muito bem o motivo.

Este lugarejo localizado no fim do mundo, está num conjunto de ilhas que é uma espécie de projeção do continente americano em direção à Ásia, possui o aeroporto mais a oeste dos Estados Unidos. Quem acompanhou nos anos 70 o seriado televisivo Jeannie É Um Gênio soube que a punição máxima para o Major Nelson e sua trupe seria uma transferência para as Ilhas Aleutas. Ora, os militares retratados no seriado eram da aeronáutica, logo, o destino deles seria passar o resto dos seus dias mofando no desolado campo de aviação de Adak, cercados por todos os lados de águias de cabeça branca (Bald Eagles).

O aeroporto foi usado pela Aviação da Marinha dos EUA de 1942 até 1997. Desde então, ele se tornou um aeroporto civil. A principail característica que fustiga pousos e decolagens é o vento predominantemente atravessado em 30º e rajadas que chegam a superar os 100 Km/h. Acrescido a este ingrediente, há o complicador da falta de visibilidade crônica. Às vezes o avião é obrigado a ficar circulando por horas acima da ilha, até encontrar uma brecha no denso nevoeiro e aterrissar rapidamente.

8- Lugano, Suiça - o aeroporto no fundo do balde!



A melhor metáfora para o Lugano é a do fundo do balde, uma vez que ele está rodeado de montanhas, um lago e castigado constantemente pelos fortes ventos alpinos. Algumas linhas comerciais operaram nesta localidade até que o organismo de controle da aviação suíça descobriu que o ângulo necessário para fazer a aproximação estava fora dos padrões aceitos internacionalmente. Assim, desde então, os vôos comerciais foram suspensos, mas o aeroporto ainda opera com vôos privados.

9- Shimla, Índia - o aeroporto mais "aéreo" do mundo!



Uma localidade que tem névoa cerca de 100 dias por anos e está situada a mais de 2.000 metros acima do nível do mar, tem todos os ingredientes do perigo. Acrescido a isto há a armadilha topográfica da pista ladeada por um despenhadeiro de um lado e uma montanha do outro. Por causa destas condições, somente pequenos aviões Dornier-228 de 18 lugares continuam a operar neste aeroporto.

10- Wellington Internacional, Nova Zelândia - o aeroporto Porta-Aviões!



Bastante similar ao aeroporto da ilha de Hamilton em muitos aspectos, o Wellington parece um porta-aviões. Ele é ladeado de montanhas e ambas as cabeceiras terminam em mar. Este cenário é bastante cruel com os pilotos nos dias de forte vento de través, algo semelhante ao que acontece nos vídeos de pousos com vento cruzado no aeroporto de Hong Kong, China. As impressões dos pilotos que pousam lá são de comparar a experiência a um pouso num túnel de vento.


Este artigo foi escrito por Isaias Malta e transcrito de Blogpaedia.com.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Asas: definição, modelos e aplicações. (Parte 2)

Bem senhores, conforme prometido, continuaremos a partir daqui os nossos estudos sobre as asas das aeronaves e suas aplicações.

Tipos e Aplicações

Existem vários tipos de asa, cada qual com um formato diferente. E, de acordo com o formato, a aplicação em um determinado tipo de voo. Segue abaixo as explanações:


Asa reta: é muito eficiente do ponto de vista estrutural, porém, não tem aerodinâmica muito boa e nem pode ser usada para voos supersônicos. Abaixo a foto de um avião Sopwith Camel, que dispõe desse perfil de asa.



Asa trapezoidal: similar à asa reta, porém, menos efeciente estruturalmente e mais aerodinamicamente. Exemplo: P-51 Mustang.



Asa elíptica: é a mais aerodinâmica das asas para voo em baixa velocidade. Entretanto, a construção é muito difícil e por consequência muito cara. Exemplo: Spitfire.



Asa tipo"flecha": é a mais utilizada em aviões que desenvolvem grades velocidaes, mas, não quebram a barreira do som. É o tipo de asa utilizado por praticamente todas a aeronaves comerciais atuais. As principais vantagens são: a facilidade de construção e a aerodinâmica. A principal desvantagem é o fato de ela não poder ser usada para voos supersônicos sem alterações no seu projeto. Essas alterações fazem com que ela perca muita sustentação, exigindo maiores velocidades para posos e decolagens. Exemplo: MIG-17.




Por enquanto é só senhores...

Veremos mais algumas coisas nas próximas postagens. Bons voos!!!